terça-feira, 17 de abril de 2012

Terminais para integrar a cidade e encurtar as distâncias


As pessoas que moram na cidade de Maceió, que precisam se locomover todo dia, seja de ônibus, de carro próprio, de moto  e até mesmo de bicicleta, sentem o resultando do não planejamento da cidade com relação a mobilidade. A decisão de tentar ajustar a cidade para beneficiar apenas os carros e não às pessoas mostrou-se um fracasso.
Parece que os gestores pensaram que Maceió seria para sempre um paraíso de calmaria, onde somente os ricos teriam carro, com poucos carros nas ruas, não haveriam engarrafamentos, e os trabalhadores e estudantes passariam os resto da vida indo trabalhar e estudar a pé ou de bicicleta.  
Mas, a cidade cresceu. O número de habitantes cresce ano após ano e, consequentemente, mais carros, mais usuários de ônibus, mais trabalhadores e estudantes precisam se locomover pela cidade para estudar ou trabalhar.
O transporte público na capital é caro, com muitos atrasos, ônibus sempre lotados e velhos, não há fiscalização de fato e a espera é quase interminável para conseguir subir em algum. Existem apenas três terminais, um no Benedito Bentes, outro na Colina e mais um na Rotary, mas estes são mal geridos, sem boa estrutura e não são integrados entre si, a falta de licitação pública e a má distribuição das linhas, torna o transporte coletivo de Maceió desorganizado.
Transporte público ruim faz parecer que a solução é ter um carro particular, logo, mais engarrafamento, poluição, acidentes e vários outros problemas.Uma cidade boa para viver deve planejar bem a mobilidade das pessoas e o transporte de massa se constitui numa eficiente, barata, segura e limpa solução para integrar o cidadão a toda cidade.
Terminais de integração bem planejados, com boa estrutura e fiscalização permanente, constituem-se numa importante ferramenta para melhorar de verdade o sistema público de transporte da cidade. Além de dispor de uma confiável estrutura para os trabalhadores rodoviários e usuários, esse mecanismo deve disciplinar horários e ser mais econômico, os terminais possibilitam desafogar as principais vias da cidade, distribuindo e racionalizando as linhas e trajetos.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O Desafio da Acessibilidade em Maceió

Maceió, assim como a maior parte das cidades brasileiras, possui um grande entrave no que diz respeito à mobilidade urbana, mais ainda no quesito acessibilidade. É até comum encontrar em supermercados e em alguns estabelecimentos comerciais sinalização em estacionamentos destinados à portadores de necessidades especiais e a idosos, mas que geralmente são desrespeitados, aliado a falta de fiscalização por parte do poder público.
A acessibilidade deve ir além dos estacionamentos, não se restringindo apenas aos que têm automóvel, mas a todos e todas uma vez que os/as deficientes visuais e portadores de outras necessidades também possuem direito à cidade.
Dentre os inúmeros problemas de acessibilidade em Maceió, estão os acessos a cadeirantes que não possuem pontos de ligação com o outro lado da rua ou com obstáculos colocados pelo próprio poder público, bem como calçadas e praças esburacadas ou desniveladas, o que representa um grande risco aos que possuem limitações de locomoção a exemplo de idosos e deficientes visuais.
Grande parte dos problemas ocorre diante da falta de vontade política de nossos gestores, já que há muito se fala em acessibilidade como forma de inclusão, principalmente após o lançamento do PAC 2, que tem como foco a infraestrutura das cidades, com obras de saneamento e demais obras urbanísticas que visem essa melhoria.
Infelizmente, a falta de projetos no município de Maceió que tenham como objetivo a inclusão dos portadores de necessidades especiais, garantindo-lhes o direito à cidade, faz com que estes em sua maioria, ainda vivam reclusos na sociedade, por se sentirem como um corpo estranho.
Obras de infraestrutura que garantam acessibilidade em praças, calçadas, pontos e terminais de ônibus etc não são as únicas ações para que se torne a cidade acessível, o poder público deve zelar pela regularidade da ocupação dos espaços públicos, que muitas vezes são ocupados indevidamente.
Para viver numa cidade plena, há de se ter em vista que ações que visem garantir o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana através da acessibilidade são de grande importância não só do ponto de vista social - ao incluir os cidadãos e cidadãs na vivência plena de nossos espaços - mas para que se possa haver uma mudança cultural no pensamento, avançando para a percepção de que os portadores de necessidades especiais também são sujeitos de direitos, pois os limites são impostos pela própria sociedade.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Ciclismo estruturado = qualidade no transporte e na vida



Viver em uma cidade com tantos problemas de mobilidade urbana como Maceió, saber que o município pouco aproveita as oportunidades criadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento e ter que suportar os constantes congestionamentos do dia-a-dia não é uma tarefa fácil.
É preciso pensar a cidade de forma mais justa e igualitária, o uso da bicicleta para as atividades diárias como ir trabalhar ou ir para a escola, constitui uma alternativa de se locomover que faz bem a saúde, diminui o congestionamento, espanta o sedentarismo, é econômica e não polui o meio ambiente.
Para tornar esta alternativa realmente viável, é preciso fazer algumas importantes modificações na cidade, nas empresas e nas escolas. A construção de ciclovias é fundamental para garantir a segurança dos usuários e melhorar o trânsito, integrar a malha urbana de transporte público as ciclovias, com a construção de bicicletários públicos e privados, principalmente nos terminais de ônibus, nas empresas e nas escolas, são algumas das medidas que devem ser colocadas em prática.
Transformar o ambiente da cidade de Maceió em um espaço que permita e incentive o ciclismo, associada a um eficiente planejamento da mobilidade urbana, viabilizando a redução da emissão de gazes poluentes, dos congestionamentos, que seja econômico e barato, deve fazer parte de um modelo de cidade que priorize o transporte público e a qualidade de vida da população.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O PAC 2 e a Mobilidade Urbana


Um dos grandes gargalos das metrópoles brasileiras é a política de mobilidade urbana. Na capital alagoana essa realidade é ainda mais difícil, pois temos uma forte tradição rural/agrária no estado como um todo, mas em Maceió este fator está inserido em um município de imensas dimensões geográficas, ou seja, temos uma cidade grande no tamanho, porém com políticas de acesso precárias, típicas de interior.         

Para superar problemas desta natureza foi lançado em 2010, O Plano de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2). As obras vão desde a conclusão de ações da primeira fase, PAC 1, até a incorporação de mais políticas públicas nas áreas social e urbana. Desde seu lançamento o governo federal vem apoiando ações de políticas públicas urbanas que melhorem a qualidade de vida da população nos estados e municípios, como por exemplo, o eixo “PAC2 Mobilidade nas Grandes Cidades”.

Esse eixo do Programa visa:
a) Qualificar o sistema de mobilidade urbana das cidades por meio do acesso amplo e democrático aos espaços públicos de forma segura, socialmente inclusiva e sustentável.
b) Incentivar e apoiar sistemas de transportes públicos coletivos urbanos nas cidades e regiões metropolitanas, que contemplem mecanismos de integração, e acessibilidade das pessoas com deficiência ou com restrição de mobilidade.
c) Integrar o transporte ao desenvolvimento urbano, ofertando um serviço eficiente e de qualidade, capaz de contribuir para o desenvolvimento econômico da cidade.

É importante que a população esteja atenta à divulgação dos projetos aprovados para o PAC2 prevista para este semestre. É fundamental identificar que ações serão feitas em Maceió, bem como acompanhar bem de perto a sua execução. A gestão deve ser participativa, a população deve ser consultada para expor propostas de como melhor aproveitar as praças, o parque municipal, a orla lagunar e marítima.

A população deve ser ouvida na construção de políticas públicas de transporte coletivo que gerem melhorias significativas no serviço. Se locomover de um bairro ao outro em Maceió não pode ser um grande sofrimento diário na vida das trabalhadoras, dos trabalhadores, da Juventude e dos portadores de deficiência.

domingo, 1 de abril de 2012

Transporte barato e de qualidade já !

A população de Maceió convive há anos com a péssima qualidade do transporte coletivo. A frota está sucateada e reduzida, os atrasos são constantes, os pontos de ônibus não têm abrigos adequados e após às22h não há mais como utilizar o serviço.
Somados a toda essa falta de qualidade estão os aumentos periódicos no preço da tarifa. No último dia 24 de fevereiro, ainda no contexto do feriado de carnaval, o desembargador Washington Luiz surpreendeu a todos concedendo o aumento da passagem de R$2,10 para R$ 2,30, pela força da caneta.
O conjunto dos movimentos sociais se organizou para lutar contra esse absurdo e conseguiu sensibilizar a sociedade em torno dessa causa por meio de atos de rua, panfletagens nos terminais de ônibus e debates em rádios. Além disso, o Ministério Público Estadual impetrou um Agravo de Instrumento com o objetivo de reverter o aumento.
O julgamento desta medida judicial, no dia 26 de março, foi suspenso devido a um pedido de vistas solicitado pelo desembargador José Cícero Alves.
A luta contra esse aumento e principalmente por qualidade no transporte segue, mas para que seja uma batalha vitoriosa é fundamental que a sociedade lance um olhar crítico sobre a relação de excessiva proximidade existente entre o poder judiciário alagoano e os empresários de transporte do estado.
Não é o papel do poder judiciário interferir no preço da passagem de ônibus, mas em ano de eleição a prefeitura optou por fugir dessa responsabilidade, bem como engavetar o projeto de licitação, deixando os empresários desse setor livres para ampliar cada vez mais seus lucros. Essa queda de braço entre a sociedade maceioense e o bando que se beneficia com as negociatas de transporte na capital não acabou. O povo está atento e indignado.          

segunda-feira, 26 de março de 2012

Segue a Luta Contra o Aumento da Passagem

Neste dia 26 aconteceu mais um round da luta da sociedade maceioense contra o aumento da passagem de ônibus. Logo de inicio uma surpresa, uma inversão de pauta alterando o horário da votação, que acabou ocorrendo pela manhã, pegando os Movimentos Sociais de surpresa.  
Na primeira parte do julgamento do Agravo de Instrumento impetrado pelo Ministério Público para revogar o aumento concedido liminarmente pelo TJ no último dia 24/02, o placar parcial obteve o voto da Dra. Nelma Padilha, que se manteve ao lado do bem estar da população e o pedido de vistas do Dr. José Cícero Alves. Devido ao adiamento, o Dr. Eduardo Andrade não pode manifestar seu voto. Na prática esse pedido de vistas adia a votação por tempo indeterminado.
Mas a luta não pára. Está confirmado para esta quinta-feira, dia 29, partir das 9 horas no auditório térreo da Assembleia Legislativa, um Seminário sobre Transporte Público organizado pelo Movimento Contra o Aumento da Passagem em Maceió. Na mesa estarão presentes os professores da UFAL especialistas na área de transportes e urbanidade, Antonio Facchinetti e Alberto Rostand Lanverly.    

sábado, 24 de março de 2012

Julgamento contra o aumento da passagem dia 26/03 !


            No dia 24 de fevereiro o desembargador Washington Luiz concedeu uma liminar aos tubarões da TRANSPAL que permitia o aumento no valor da passagem em Maceió, passando do preço já absurdo de R$2,10 para o descarado roubo de R$2,30, desconsiderando a realidade d@s trabalhad@res e estudantes que dependem desse tipo de  transporte.
A indignação da população e as mobilizações dos Movimentos Sociais sensibilizaram o Ministério Público Estadual a entrar com um Agravo de Instrumento para reverter o aumento. O Julgamento desta medida judicial está previsto para esta segunda-feira dia 26/03 às 13h. Por isso, o Movimento Contra o Aumento da Passagem convida toda a sociedade a participar de uma vigília a partir das 10h na porta do TJ, fazendo pressão para que de fato o aumento seja derrubado.
Esse é mais um passo da luta pelo transporte público e de qualidade em Maceió. Pagamos caro por um transporte sucateado, que nos colocam em situações sub-humanas, enfrentando diariamente superlotação de passageiros em ônibus que frequentemente quebram-se durante o percurso. Passamos horas nos pontos sem saber quando o ônibus irá passar, apenas tendo a certeza que a espera nunca acaba.
O Prefeito de Maceió, mesmo se posicionando de forma contrária, nada fez para modificar esta realidade, retirando sua responsabilidade a respeito do transporte de Maceió. Por tudo isso, vamos derrotar esse aumento dia 26/03 ! Exigimos também uma mudança radical no sistema de transporte. Queremos transporte público de qualidade e de massa que atenda do povo de Maceió.
Vigília Popular em frente ao Tribunal de Justiça (Praça Deodoro)
Segunda-Feira (26/03) Concentração às 10 horas
·         Pelo Passe Livre Estudantil e Trabalhadores Desempregados!
·         Auditória fiscal no sistema!
·         Tarifas reduzidas nos finais de semana!
·         Realização da Licitação!
·         Sistema de Transporte 100% Público!
·         Ônibus de melhor Qualidade!
·         Serviço de Transporte 24h!
Essas são as nossas bandeiras, junte-se a nós!