segunda-feira, 26 de março de 2012

Segue a Luta Contra o Aumento da Passagem

Neste dia 26 aconteceu mais um round da luta da sociedade maceioense contra o aumento da passagem de ônibus. Logo de inicio uma surpresa, uma inversão de pauta alterando o horário da votação, que acabou ocorrendo pela manhã, pegando os Movimentos Sociais de surpresa.  
Na primeira parte do julgamento do Agravo de Instrumento impetrado pelo Ministério Público para revogar o aumento concedido liminarmente pelo TJ no último dia 24/02, o placar parcial obteve o voto da Dra. Nelma Padilha, que se manteve ao lado do bem estar da população e o pedido de vistas do Dr. José Cícero Alves. Devido ao adiamento, o Dr. Eduardo Andrade não pode manifestar seu voto. Na prática esse pedido de vistas adia a votação por tempo indeterminado.
Mas a luta não pára. Está confirmado para esta quinta-feira, dia 29, partir das 9 horas no auditório térreo da Assembleia Legislativa, um Seminário sobre Transporte Público organizado pelo Movimento Contra o Aumento da Passagem em Maceió. Na mesa estarão presentes os professores da UFAL especialistas na área de transportes e urbanidade, Antonio Facchinetti e Alberto Rostand Lanverly.    

sábado, 24 de março de 2012

Julgamento contra o aumento da passagem dia 26/03 !


            No dia 24 de fevereiro o desembargador Washington Luiz concedeu uma liminar aos tubarões da TRANSPAL que permitia o aumento no valor da passagem em Maceió, passando do preço já absurdo de R$2,10 para o descarado roubo de R$2,30, desconsiderando a realidade d@s trabalhad@res e estudantes que dependem desse tipo de  transporte.
A indignação da população e as mobilizações dos Movimentos Sociais sensibilizaram o Ministério Público Estadual a entrar com um Agravo de Instrumento para reverter o aumento. O Julgamento desta medida judicial está previsto para esta segunda-feira dia 26/03 às 13h. Por isso, o Movimento Contra o Aumento da Passagem convida toda a sociedade a participar de uma vigília a partir das 10h na porta do TJ, fazendo pressão para que de fato o aumento seja derrubado.
Esse é mais um passo da luta pelo transporte público e de qualidade em Maceió. Pagamos caro por um transporte sucateado, que nos colocam em situações sub-humanas, enfrentando diariamente superlotação de passageiros em ônibus que frequentemente quebram-se durante o percurso. Passamos horas nos pontos sem saber quando o ônibus irá passar, apenas tendo a certeza que a espera nunca acaba.
O Prefeito de Maceió, mesmo se posicionando de forma contrária, nada fez para modificar esta realidade, retirando sua responsabilidade a respeito do transporte de Maceió. Por tudo isso, vamos derrotar esse aumento dia 26/03 ! Exigimos também uma mudança radical no sistema de transporte. Queremos transporte público de qualidade e de massa que atenda do povo de Maceió.
Vigília Popular em frente ao Tribunal de Justiça (Praça Deodoro)
Segunda-Feira (26/03) Concentração às 10 horas
·         Pelo Passe Livre Estudantil e Trabalhadores Desempregados!
·         Auditória fiscal no sistema!
·         Tarifas reduzidas nos finais de semana!
·         Realização da Licitação!
·         Sistema de Transporte 100% Público!
·         Ônibus de melhor Qualidade!
·         Serviço de Transporte 24h!
Essas são as nossas bandeiras, junte-se a nós!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Calendário de atividades do Comitê contra Aumento da Passagem

Calendário de atividades do Comitê contra Aumento da Passagem

- 06/03 às 9h Visita à Comissão Especial de Investigação na Câmara de Vereadores;
- 08/03 às 5h 30 Panfletagem no Benedito Bentes (Terminal do Mocambo e Frei Damião) 
- 08/03 às 9h na Praça dos Martírios ato em Conjunto com o Movimento de Mulheres;
 
- 13/03 às 6h 30 CEPA - ATO CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM;

- 16/03 9h Sinimbu panfletagem Contra o aumento da passagem; (em conjunto com trabalhadores/as da educação)
- 30/03 Seminário sobre Transporte Público em Maceió (local a confirmar); 
- Visita ao Ministério Público Estadual (data a confirmar);
- Visita à prefeitura (data a confirmar) 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Nota da Esquerda Popular Socialista Nacional


A Direção Nacional da Esquerda Popular Socialista vem afirmar seu compromisso com a construção do Grupo Luta Fenaj no movimento sindical de jornalistas.

Compreendemos que este movimento é o espaço daqueles e daquelas que almejam que a nossa Federação saia da apatia e lidere as lutas dos jornalistas, e se transforme em instrumento capaz de responder aos constantes ataques que nossa categoria tem sido vítima.

Queremos que a FENAJ seja parte constitutiva de um forte movimento que garanta e amplie as conquistas de nossa categoria e lidere, junto aos movimentos sociais, a luta por uma comunicação democrática em nossa sociedade.

Acreditamos que para alcançar tais conquistas a FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas devem se orientar e atuar no interior da Central Única dos Trabalhadores - CUT.

É importante destacar que, em nosso país a realidade sindical é muito diversa, no caso da disputa em São Paulo a opção da Direção da EPS-SP reflete um entendimento sobre uma conjuntura que não impacta na nossa opção e compromisso nacional pelo fortalecimento do Movimento Luta Fenaj.

Conclamamos os/as jornalistas brasileiros/as a participar desta frente pelo fortalecimento dos direitos da categoria. 

Esquerda Popular Socialista.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Esquerda Popular Socialista: Resolução Política

Resolução Política da Esquerda Popular Socialista
Porto Alegre, 25 janeiro 2012

Esquerda Popular e Socialista – EPS - tendência petista fundada no dia 4 de dezembro de 2011, na Escola Nacional Florestan Fernandes em SP, nasce com a contribuição de militantes de 18 estados de todas as regiões do país afirmando a centralidade da luta dos/as trabalhadores/as e a relação orgânica com os movimentos sociais. Tem como princípios fundantes o feminismo, o combate ao racismo, à homofobia e a todas as formas de discriminação.  A EPS surge com o objetivo de fortalecer o PT como instrumento capaz de formular e dirigir as principais frentes da luta política no Brasil, defendendo o governo Dilma, o aprofundamento das mudanças iniciadas no governo Lula, as reformas estruturais e tendo o socialismo como objetivo estratégico.
 
 
Resolução Política
A direção nacional da Esquerda Popular e Socialista do PT, reunida em 25 de janeiro de 2012, em Porto Alegre, sede do Fórum Social Temático, debateu a situação política e econômica internacional e nacional e aprovou a seguinte resolução:

1. Saudamos a realização desse Fórum Social em Porto Alegre, fruto do esforço dos movimentos sociais e partidos de esquerda, que mantêm acesa a chama do internacionalismo e da crítica anticapitalista.
2. Apontar alternativas globais e fortalecer a luta contra o capitalismo neoliberal se faz cada dia mais necessário. O agravamento da crise econômica mundial, cujo epicentro nesse momento é a Europa, deixa nítido que vivemos em um momento que evidencia a incompatibilidade estrutural entre capitalismo e democracia, entre capitalismo e emprego, entre capitalismo e políticas sociais.
3. Os mercados financeiros derrubam governos, desestabilizam economias. Os capitais internacionais seguem ditando regras, chantageando Estados, exigindo profundos cortes nas políticas públicas para direcionar recursos a banqueiros e especuladores. Suas receitas são políticas recessivas, que aprofundarão a crise, em um círculo vicioso sem fim. O desemprego, em todo o mundo, atinge níveis recordes, como mostram os números da OIT (200 milhões de desempregados, com tendência a agravamento). Cumpre ressaltar que os níveis de desemprego são, em média, três vezes maiores entre os jovens.
4. Embora a situação seja diferente no Brasil, na América Latina, na China e Índia, entre outros países, que não adotam políticas neoliberais, já sentimos a desacelaração dos índices de crescimento econômico. Não há garantias que um derretimento da Europa e um aprofundamento da crise mundial não afetem de maneira significativa também esses países, inclusive a economia brasileira.
5. É nesse contexto que as acertadas políticas dos governos Lula e Dilma devem ser aprofundadas.  Estamos desafiados a continuar crescendo com aumento do emprego, distribuição de renda e expansão das políticas sociais. Cabe ao PT e aos movimentos sociais aprofundar o debate sobre medidas de fortalecimento das políticas públicas, de aumento dos salários, da garantia dos investimentos em infra-estrututura e de democratização do Estado brasileiro.
6. Radicalizar o compromisso democrático e popular do governo federal liderado pelo PT pressupõe corrigir algumas rotas. A começar pela política de juros, do superávit primário e de gestão da dívida interna, que seguem sendo um dreno gigantesco de recursos. Em 2011 foram cerca de R$130 bilhões de superávit primário. Uma fortuna que poderia estar sendo direcionada para saúde, educação, combate à pobreza ou novas obras.
7.  Enfrentar a crise econômica significa fortalecer o mercado interno e distribuir renda de maneira efetiva. A reforma agrária deve voltar ao centro da agenda do PT e do governo federal. Democratizar a estrutura agrária e priorizar o apoio à agricultura familiar se faz combatendo a pobreza e a miséria, distribuindo renda e poder, gerando um círculo virtuoso de emprego e aumentando as condições de vida de milhões de pessoas. A reforma agrária, ao contrário do que pensam alguns, é absolutamente contemporânea e sua não-realização é uma das grandes lacunas na história do Brasil.
8. O primeiro ano do governo Dilma é motivo de orgulho para todo o PT e de todos setores que apoiam o projeto democrático-popular. A alta aceitação da presidenta é resultado de sua firmeza, de sua liderança, reflexo da continuidade das políticas democráticas iniciadas nos governos de Lula e também dos novos programas lançados, com destaque para o Brasil sem Miséria, com a generosa e ambiciosa meta de erradicar a pobreza extrema no país até 2014.
9. Agora, é preciso avançar. O PT e o governo Dilma devem retomar a agenda das reformas estruturais que estão paralisadas, como a reforma agrária (já mencionada), a reforma urbana, a reforma política, bem como o debate sobre a função social da propriedade, a democratização e regulação dos meios de comunicação, a redução da jornada de trabalho.
10. O PT e o governo Dilma devem seguir discutindo os impactos que a aprovação do código Florestal poderá trazer para a biodiversidade e a capacidade produtiva do país e para a correlação de forças entre os grandes interesses do agronegócio e as demandas de pequenos agricultores familiares. Aqui, saudamos os deputados federais que votaram contra o Código Florestal e o senador Lindberg Farias, único senador que se opôs de maneira consistente e votou contra o Código.
11. O PT e o governo Dilma devem atuar, ainda, de maneira enérgica no combate ao trabalho em condições análogas a escravidão. Segundo dados do Ministério do Trabalho, já foram localizados 294 infratores entre pessoas físicas e jurídicas, em geral, grupos de usineiros, madeireiros, fazendeiros e empresários do ramo imobiliário, de supermercados e shoppings. Nesta semana, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário denunciou a ocorrência de trabalho em regime de escravidão em Manaus, no Distrito Agropecuário da Suframa, na BR-174.
12. Nesse segundo ano de governo, o desafio é avançar e melhorar a interlocução e o diálogo com o conjunto dos movimentos sociais, dar mais peso à agenda dos direitos humanos (a Comissão da Verdade é um marco), às políticas de enfrentamento à desigualdade entre mulheres e homens, às políticas de promoção da igualdade racial, às políticas de combate à homofobia, entre outras.
13. É fundamental combinarmos as políticas econômicas, que ampliam a renda das famílias e combatem a pobreza, com iniciativas que ganhem esses setores para posições políticas mais avançadas, fazendo com que se comprometam como nosso projeto de transformação do Brasil. Afinal, muitas das propostas que apresentamos ao governo dependem da organização, da luta e da correlação de forças. Portanto, a agenda dos movimentos sociais, a elevação do nível de consciência das pessoas e a capacidade conquista de mudanças são tarefas da Esquerda Popular Socialista.
14. Reafirmamos, ainda, a necessidade de fortalecer as políticas que enfrentam e combatam a discriminação e a violência contra as mulheres, que desvelem o racismo e a homofobia, e que garantam o protagonismo das novas gerações. É dessa pauta que podem ser extraídas vitórias mais contundentes do campo socialista, inclusive no governo Dilma, e indicará mais claramente as alianças para a disputa eleitoral.
15. Essa agenda que retoma o fio histórico do programa democrático-popular dará nitidez ao PT nas disputas municipais.  Será o momento de fazer a defesa do governo Dilma, apontando para os avanços, e fazer o contraponto à direita sem programa e sem discurso. As eleições municipais fortalecerão o PT se as disputarmos com uma visão nacional, com amplitude política, mas com radicalidade para demarcar campos e confrontarmos projetos.
16. É por isso que a política de alianças do PT não pode se transformar em algo amorfo, que tire nossa identidade política. O sucesso do Partido e do governo Dilma, a liderança de Lula, o esfacelamento do DEM e a divisão do PSDB faz com que muitos setores conservadores mudem de tática e tentem nos dividir, nos neutralizar.  Os afagos da grande mídia à Dilma e a criação do PSD de Kassab são os fenômenos mais visíveis do reposicionamento das forças conservadoras na disputa política em curso.
17. Nesse sentido, uma aliança com Kassab na capital paulista, por exemplo, seria um verdadeiro tiro no pé, que desmobilizaria nossa militância, nossa base social e eleitoral.  Nos   tiraria discurso e nitidez, nos colocaria no jogo do adversário. Essa cautela com a política de alianças, sobretudo com o PSD, deve nos nortear em todas disputas, Brasil afora.  Candidaturas próprias do PT em algumas disputas, como em Belo Horizonte, farão toda a diferença e adquirem sentido estratégico. O momento é de fortalecer o Partido dos Trabalhadores: eleger o maior número possível de prefeitos e prefeitas, vereadoras e vereadoras.
18. Por último, reiteramos nosso compromisso com o fortalecimento do conjunto das lutas e movimento sociais. O PT deve resgatar seu vínculo orgânico com o conjunto das entidades e movimentos que lutam por terra, moradia, salário, igualdade.  Nesse sentido, reafirmamos a importância de seguirmos em sintonia política com os/as companheiros/as do MST, Via Campesina e da Consulta Popular. Quanto mais fortes as lutas sociais, mais fortes serão nossos governos e nossas condições para mudar a realidade e implementar o programa democrático-popular, ampliando seu sentido  e conteúdo anti-capitalista.
19. A conjuntura exige que o PT aumente o tom da denúncia à criminalização dos movimentos sociais. Está em curso um processo de agudização da repressão e do uso das forças policias estatais contra os ativistas de diversos movimentos. O governo Alckmin é o maior protagonista de uma escalada conservadora e autoritária, que flerta com o fascismo em operações como a desocupação do “Pinheirinho”, em São José dos Campos, ou o ataque a moradores de rua/dependentes químicos na cracolândia. Em Goiás, o governo do Tucano Marconi Perillo realizou a operação desocupação do Parque Oeste Industrial em Goiânia nos mesmos moldes do Pinheirinho. São retrocessos inaceitáveis, incompatíveis com a democracia, e que representam a diferença entre os dois projetos: dos tucanos e do campo democrático e popular.

Viva o Fórum Social Temático!
Viva os movimentos sociais!
Viva o PT!
Porto Alegre, 25 de janeiro de 2012
Direção Nacional Esquerda Popular Socialista (tendência interna do PT)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Episódio lamentável do BBB:Quem financia a baixaria, é contra a cidadania


NOTA DA CAMPANHA PELA ÉTICA NA TV
Sobre o episódio recente do BBB

Mais uma vez, a manipulação e degradação televisivas se agravam. Na contramão da história e dos países comprometidos com a educação de seus cidadãos, a empresa Globo comemora a compra dos direitos do programa BBB da produtora holandesa Endemol, que manifestou sua surpresa diante do fato deste programa continuar ocupando o horário nobre no Brasil, enquanto foi praticamente banidos da grade dos demais países.

Queremos refletir sobre a responsabilidade social desta emissora, dos anunciantes do programa, e do desvio claro dos objetivos primordiais desta concessão pública, que é a Globo.

Segundo o site UOL, o faturamento comercial da última edição do BBB foi de aproximadamente 500 milhões de reais. Chamamos as empresas anunciantes a refletirem sobre os valores que associam assim à sua marca, e se é isso mesmo que querem.
Por outro lado, perguntamo-nos quando é que os concessionários deste serviço público, q é a radio e TV, vão oferecer uma contrapartida de qualidade à sociedade, em termos de educação, informação, cultura e entretenimento de qualidade, ao invés da atual promoção do que eles mesmos chamam de lixo cultural.
Neste episódio do presumido estupro que aconteceu no BBB, também a Globo também feriu o respeito aos direitos humanos das mulheres, ao não intervir para impedir a violência que a participante sofreu, erro que potencializou, espetacularizando essa violência, em busca de mais audiência.
Isso só se resolve com uma nova lei de meios – para q fatos como estes não tornem a ocorrer, e para que haja regras consensuadas de conduta que norteiem a comunicação, de modo a que ela sirva à sua função principal, que é a de formar, informar, de oferecer cultura e bom entretenimento.

CAMPANHA PELA ÉTICA NA TV 
Quem financia a baixaria, é contra a cidadania